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Sair ou não de casa durante o quebra-quebra? Essa é uma pergunta que muitos fazem. “É possível morar no local da obra, mas, dependendo dos ambientes afetados, o melhor é sair. Quando a reforma mexe nas áreas molhadas —cozinha e banheiro —, na maioria das vezes é necessário fechar o registro de água e isolar o esgoto. Fica bem complicado viver em uma casa sem água e sem poder usar esses cômodos”, explica o arquiteto Bruno Moraes.

Isso sem contar a poeira, o barulho e o desconforto de não ter privacidade no próprio lar. Mas, se não tiver outra opção, dá para não surtar com a mudança de rotina, a poeira e a bagunça. “Conviver com uma reforma não é fácil. Se a pessoa estiver ciente e disposta a isso, nada a impede de continuar no imóvel. Reformular a rotina para evitar estar presente durante o horário da obra é de grande ajuda”, indica a designer de interiores Danielle Araújo.

O casal de administradores Luciana Augusta Rodrigues da Silva, 36 anos, e Renato Rodrigues da Silva, 39 anos, optou por remodelar o apartamento durante uma viagem de duas semanas com a filha, Marina Augusta Rodrigues da Silva, seis anos. “Decidimos fazer a obra porque estaríamos fora de casa. E foi ótimo voltar e ver tudo feitinho. Parecia outra casa”, relembra Luciana.

A satisfação foi maior porque eles tinham combinado de receber toda a família para a festa de Natal — e voltaram de viagem no dia 23 de dezembro. “Nada ficou comprometido pela reforma, foi tudo no prazo”, diz, aliviada.

Segundo a arquiteta Carolina Mulitini, do escritório Studio MAC, a falta de pontualidade na entrega do serviço pode ocorrer por culpa do profissional ou do cliente. “Atrasos de obra ocorrem quando o projeto não é bem elaborado ou sofre modificações, como quando a pessoa resolve adicionar mais itens na reforma”, observa.

No caso de proprietário indeciso, o andamento pode ser prejudicado por mudanças durante a obra. “É importante manter um bom relacionamento com a equipe e evitar o supervisionamento constante. O ideal é fazer uma verificação geral ao final do dia e questionar se há alguma dúvida”, recomenda a arquiteta Ana Carolina Marques.

Essa checagem é importante para ver se não foi cometido nenhum erro. “Se sim, valem as regras do contrato, que deve ser feito por escrito. Nele, devem constar eventuais problemas relacionados à mão de obra, ao desperdício de material e à dispensa do profissional, além das penalidades para cada caso. Para não ter problemas em relação à prestação do serviço, recomenda-se fazer o pagamento conforme as entregas dos projetos e o andamento da obra. Nunca à vista”, indica o advogado Fabricio Sicchierolli Posocco.

Esta reportagem foi escrita por Laís Oliveira na Revista da Hora, encarte do Jornal Agora São Paulo. Imagem Dashu83/Freepik.

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