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Criar regras para uso da internet, monitorar conteúdos e diálogo com os filhos devem ser ações dos pais para prevenir ofensas

Criar regras para uso da internet, monitorar conteúdos visitados e manter diálogo com os filhos devem ser ações dos pais para prevenir ofensas pelas redes sociais, segundo especialistas.

A psicóloga e professora da Faculdade UCL Renata Borges Manhães afirmou que é preciso ter limites para o uso da internet. “A família deve pontuar os problemas que podem surgir a partir de vínculos baseados na degradação de sua imagem e da do outro.”

O professor da faculdade Novo Milênio e psicólogo doutorando em Ciências Sociais Pedro Luiz Ferro explicou que os pais precisam ficar atentos às mudanças de comportamento dos filhos. “Se o adolescente ou jovem era expansivo, estudioso e sociável, mas se tornou retraído,agressivo, com sinais de tristeza, trancando-se no quarto, algo está errado.”

A pedagoga e diretora da In Company Magda Asenete explicou que filhos menores de idade nem sempre se expressam bem para os pais.“Eles acreditam que podem resolver sozinhos, ou mesmo se deixar molestar, para não ficarem mal perante o grupo. Por isso, os pais devem ficar atentos.”

A psicopedagoga e diretora da Central de Professores Ester Chapiro ressaltou que os pais precisam estar sempre presentes. “Os pais precisam dar atenção ao filho, conversar mais, para ele se sentir valorizado.”

O advogado especialista em Direito Digital Fabricio Posocco acredita que os pais precisam ajudar os filhos a ter bom senso. “Muitos não têm responsabilidade ou maturidade para usar a internet. O bom senso é necessário para que não se caia em armadilhas.”

Já a psicóloga Gina Strozzi frisou que os pais devem orientar os filhos a não postarem fotos em excesso, imagens constrangedoras e sensuais. “Devem pedir ao filho que comente caso ele esteja sofrendo cyberbullying. É bom enfatizar que ele não será castigado. Caso a reação dos pais for proibi-lo de usar o computador, isso só vai fazer com que nunca mais compartilhe nada.”

O psicólogo e terapeuta comportamental Luciano Passianotto ressaltou: “Monitorar os filhos em redes sociais pode parecer intromissão, mas saber se eles se comportam de acordo com seus valores e se estão conseguindo lidar com algo é tarefa dos pais.”

Esta reportagem foi escrita por Kelly Kalle e publicada no jornal A Tribuna.

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