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Diversas companhias aéreas aumentam restrições de viagens ao país asiático

A epidemia de coronavírus (2019-nCoV) tem deixado viajantes do mundo todo apreensivos. O surto de infecção respiratória aguda, que começou no final do ano passado na cidade de Wuhan, na China, já deixou 491 mortes e 24.363 casos confirmados somente no país asiático (dados de 05/02/2020).

Por segurança dos passageiros e de seus funcionários, 38 companhias aéreas cancelaram voos com destino à China. Empresas de cruzeiros marítimos, como MSC, Costa Crociere e Royal Caribbean, também suspenderam temporariamente as viagens com destino ou que partem dos portos do país.

Quem tem viagem marcada ao país é preciso ficar atento. De acordo com o advogado Fabricio Posocco, da Posocco & Advogados Associados, qualquer alteração feita pelas empresas, quanto ao horário e itinerário, deve ser informada ao passageiro no prazo de até 72 horas antes da data original da viagem.

“Se o passageiro não for comunicado dentro do prazo ou a alteração for superior a 1 hora em relação ao horário de partida ou de chegada do voo internacional, o consumidor tem direito a escolher entre: reembolso integral da passagem aérea, reacomodação em outro voo da própria empresa, reacomodação em voo de outra companhia aérea ou reagendar a viagem em data e horário de sua preferência”, explica o especialista em direito do consumidor.

O advogado explica ainda que quem deseja remarcar a viagem, deve procurar a companhia aérea ou agência de turismo que vendeu a passagem. Segundo Posocco, a remarcação poderá ter custos adicionais e dependerá da disponibilidade de voos da empresa.

Se o desejo do passageiro for cancelar a viagem, o reembolso do valor pago não é integral. “Infelizmente, a devolução do dinheiro está sujeita a multas descritas no contrato firmado entre prestador de serviço e o consumidor”, diz o especialista.

Além da passagem aérea, o viajante pode cancelar ou alterar a data da reserva em hotel e em passeios turísticos previamente contratados. O reembolso ou taxa extra dependerá da política de cada empresa.

Sintomas do novo coronavírus

O novo coronavírus faz parte de uma ampla família de vírus que pode causar desde um resfriado comum até problemas respiratórios que levam à morte.

Há registros de casos assintomáticos. Mas a maior parte dos pacientes apresenta infecções das vias aéreas superiores (semelhante ao resfriado). Em casos mais graves, pode haver pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Crianças, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves.

Tratamento

Ainda não há um medicamento específico para tratar o novo coronavírus. Indica-se repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

Esta reportagem foi publicada na Catraca Livre. Foto: Jan Vašek/Pixabay

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