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A gente sabe o que todo mundo quer virar o ano bem, de bem com a vida, principalmente, com o problema das dívidas, né? Mas será que essa história de que a dívida caduca é verdade? O repórter Misael Mainetti (da Record TV Litoral) foi em busca da resposta.

“Uma dívida caduca em quanto tempo?”, pergunta o repórter.

“Em cinco anos”, diz uma entrevistada.

“Uma dívida caduca em quanto tempo?”, volta a interrogar o repórter.

“Cinco anos”, responde outra pessoa.

É o que todo mundo sabe.

Muita gente usa a expressão a dívida caducou. Isso significa que a dívida prescreveu, ou seja, ela ainda existe, mas o credor não tem mais o direito de entrar com uma ação contra o devedor e exigir que ele pague o que deve.

“É, na verdade, uma ideia jurídica chamada de prescrição, ou seja, perde-se o tempo dos credores ingressarem na Justiça para cobrar uma dívida”, explica o advogado Fabricio Posocco.

Cinco anos vale para dívidas de instituições financeiras, como bancos e casas de empréstimo.

“Cada caso é um caso específico. Nós temos dívidas relacionadas há um ano, como temos dívidas de até 10 anos. Isso está previsto no próprio Código Civil, que dá, efetivamente, a ideia de cada termo de ‘caducagem’ ou prescrição, como a gente costuma escutar as pessoas conversando”, revela o especialista.

Quem vê a Mariana tranquila assim nem imagina que ela estava muito tensa por causa de uma dívida.

“Eu comprei com cartão de crédito e foi passando o tempo as dívidas foram acumulando, acumulando, e eu fiquei preocupada. Eu não sabia o que fazer porque eram várias ligações cobrando, como todo mundo já conhece esse tipo de ligações e mensagens”.

Em vez de pagar os juros altíssimos cobrados pelo banco, ela procurou um advogado. A dívida caiu pela metade.

“Agora estou bem tranquila, graças a Deus”.

Para o consumidor que está endividado e quer virar o ano com menos preocupações é melhor buscar orientação.

“Consultar um advogado é sempre muito importante para saber os termos da dívida, se a dívida existe realmente ou não, os valores que você está pagando e, se for necessário, até mesmo procurar a Justiça e discutir os débitos em juízo. É importante lembrar que, muitas vezes, os valores que são cobrados são muito altos do que aquilo que realmente o consumidor está devendo”, finaliza Posocco.

Assista a reportagem:

Esta matéria foi realizada por Misael Mainetti para Record TV Litoral e Vale do Paraíba, afiliada Record TV. Foto: Joelfotos/Pixabay

Para ver ou ouvir outras entrevistas

Posocco na Mídia em vídeo: http://www.posocco.com.br/tv/
Posocco na Mídia em áudio: http://www.posocco.com.br/radio/

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De Olho No Seu Direito: http://www.posocco.com.br/#videos
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