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Cerca de 30% dos consumidores brasileiros, com o nome sujo, tem mais de uma dívida. A maioria tem entre 25 e 45 anos de idade e mora no Nordeste e no Sudeste do país. E tem mais, 56% dos empréstimos são de mais de sete anos. Os dados são de uma empresa de recuperação de crédito. Como pode um débito persistir por tantos anos? Há quem diga que vai esperar cinco anos para o nome limpar automaticamente e ficar livre. Mas, o especialista em direito do consumidor Fabricio Posocco explica que não é bem assim.

“Essa ideia de esperar cinco anos para caducar para poder tirar o nome (da lista de órgãos de proteção ao crédito) e comprar de novo não é bem verdade. Ela admite discussões. Essa história de cinco anos que, popularmente é colocada, se refere às questões que envolve os registros, pelo Código de Defesa do Consumidor, realizados nos cadastros de crédito. Esses cadastros que são negativos e que causam problemas, como SPC, Serasa e por aí vai”.

“Da mesma forma, para que o ouvinte entenda de uma maneira mais tranquila, é importante lembrar que o poder judiciário faz convênios com o SPC e Serasa. E, a partir do momento que existe um processo contra você, automaticamente isso vai ser informado ao SPC e Serasa, o que vai causar um impacto no seu crédito.”

No Distrito Federal, por exemplo, o Sindicato do Comércio Varejista calcula que 2019 fechou com 720 mil inadimplentes. O assessor do Sindivarejista, Cleber Sampaio, afirma que na capital do País não é diferente de outras localidades brasileiras. O comerciante busca alternativas nos casos de dívidas acima de cinco anos.

“O empresário recorre a empresa de cobranças. Ele transfere a inadimplência para empresas de cobranças e elas tentam negociar com os inadimplentes. E caso não funcione, acionam a Justiça. Mas, todas as empresas tentam, no início, negociar, depois buscam a via judicial caso a pessoa persista ficar inadimplente”.

O advogado Fabricio Posocco explica que a venda de dívidas para outras empresas é uma prática comum. E ressalta que o novo credor tem direito a ir atrás do devedor para tentar conseguir o dinheiro.

“Quando vai se aproximando desses prazos é muito comum os credores negociarem as dívidas com empresas que se chamam securitizadoras. O que é isso? Vamos supor, por exemplo, uma dívida com o banco ou uma dívida de um cartão de crédito. Essa dívida, na verdade, ela existe e como o banco tenta receber e não consegue transforma isso num ‘crédito podre’, leva para um leilão e vende para empresas securitizadoras, que vão trabalhar para receber esses créditos. A partir desse momento, é muito comum a empresa tentar fazer um acordo com o consumidor ou até mesmo ajuizar uma ação objetivando o recebimento dos valores que se encontram em aberto”.

O advogado destacou ainda que com relação as dívidas antigas, há situações específicas. Por isso, se você está nesta situação, procure quem está devendo e veja o que pode ser feito para ficar tranquilo e ter crédito na praça.

Ouça a entrevista:

Esta reportagem foi realizada por Daiane Garcez para Rádio Justiça. Imagem: Katemangostar/Freepik

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