Compartilhe esse conteúdo

Patrono, defensor, protetor dos direitos. O advogado é fundamental na busca por um mundo mais justo. Na Baixada Santista, 10.709 deles ajudam a equilibrar a balança e fazer justiça. Só em Santos são 7.195. E a cada ano, 300 novos profissionais da região, em média, recebem a credencial da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para advogar.

“Ser advogado hoje é um ato de fé, um sacerdócio, um comprometimento com a carreira. Somos aqueles que levantam a voz dos angustiados, dos injustiçados. Antes de tudo, temos que ter equilíbrio e motivação. E vocação para ajudar o próximo”, diz o presidente da OAB-Santos, Luiz Fernando Afonso Rodrigues.

Para o advogado Fabricio Sicchierolli Posocco, 42 anos de idade e 19 de profissão, professor, escritor e especialista em pelo menos quatro nichos do Direito, a carreira é promissora e permite uma vasta área de atuação. A oportunidade de auxiliar as pessoas a encontrar “o que se entende por um ideal de justiça” é algo fascinante para ele.

“Ser advogado é muito mais do que apenas conhecer leis e procedimentos. É sinônimo de estudo, paciência, perseverança, criatividade, destemor, coragem, humildade e de saber ouvir. Tudo isso faz como que o advogado se torne um agente essencial para a segurança jurídica do mundo moderno”, diz.

Luma Guedes, que advoga há 4 anos, conta que sempre gostou de ler, além de ser apaixonada pelo debate e pela oratória. Desde criança via o mundo com indignação e encontrou no Direito uma maneira de ajudar pessoas.

“Ser advogada é mais que uma profissão, é uma função social. O advogado faz parte da organização do Estado. O advogado intervém nos três poderes (Judiciário, Executivo, Legislativo), por muitas vezes salvando vidas. Não há nenhuma organização que funciona bem sem um bom advogado”, diz a mestre em Direito Tributário, que tem 27 anos.

Desafios

Posocco ressalta que os desafios tornam a profissão mais prazerosa. Para ser um bom profissional, diz ele, há necessidade de desenvolver não apenas a capacidade técnica, mas também uma efetiva aprendizagem das relações humanas.

“Acredito que o bom profissional deve ter um perfil organizacional e um constante exercício de adaptação e flexibilidade comportamental, normalmente chamado de jogo de cintura. Deve ainda demonstrar efetivo conhecimento com os princípios da ética profissional para com os colegas”.

Luma pontua que a desvalorização da classe pela sociedade e a concorrência desleal são os fatores que mais incomodam. “Na minha visão, que precisamos trabalhar na jovem advocacia é a ética, o trabalho com lealdade, respeito e integridade. E, sem dúvidas, a advocacia não é um lugar para covardes”.

Posocco lembra que no início profissional é preciso aprender a conviver com derrotas, que certamente ocorrerão, mas nem por isso desistir no meio do caminho. E não trabalhar simplesmente para se ganhar dinheiro. “Ser um profissional leal e verdadeiro, se comprometer com a verdade sem incitar o ódio, revanchismo ou utilizar seus conhecimentos para prejudicar outros”.

Para o estudante de Direito, Luma pensa em três palavras: coragem, foco e investimento. “Assim como em toda profissão, sempre haverá lugar para os bons e para os que amam o que fazem. Escolha uma área de atuação que se identifique e se entregue a este estudo. O retorno vem a cada agradecimento, a cada procedência de uma ação. Vale a pena.”

Esta reportagem foi escrita por Maurício Martins para o jornal A Tribuna

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *