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Profissionais falam sobre as mudanças no dia a dia do mundo do Direito

Automatização de tarefas, adoção de tecnologias de informação e procedimentos que dispensam a presença do advogado provocam mudanças no dia a dia dos escritórios de Direito. A adaptação aos novos tempos amplia os desafios da advocacia.

O Brasil é um dos países com o maior número de advogados no mundo. Levantamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de 2016 aponta mais de 1 milhão de profissionais. Estatística que continua a subir, já que o curso de Direito é um dos mais procurados e forma, por ano, 85 mil bacharéis, conforme o Conselho Federal da OAB.

Em um mercado competitivo, nem todos os formandos em Direito exercem a função. A cadeira é uma das mais procuradas por quem já passou por uma graduação ou possui outra formação profissional.

“Nunca é demais conhecer adequadamente o ordenamento jurídico. Para tanto, a universidade deve estar atenta aos novos ramos do Direito que surgem com a evolução da sociedade”, diz o coordenador do curso da Unisanta, Fernando Reverendo Vidal Akaoui.

Para o advogado Fabrício Posocco, a figura tradicional do operador do Direito dá lugar a um novo estilo de profissional. “As ferramentas tecnológicas vieram para auxiliar o advogado no exercício da profissão”.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Gestão dos processos e mandamento, pesquisas de jurisprudência e elaboração de peças são tarefas, aos poucos, executadas por inteligência artificial (IA). A adoção de novas ferramentas para dar agilidade a trabalhos repetitivos, por exemplo, já chegou ao Supremo Tribunal Federal(STF).

“Utilizamos a tecnologia a nosso favor. Uma audiência que levaria meses para ser realizada pode ser feita a qualquer instante utilizando a sala de teleaudiências do Fórum”, reconhece a diretora da Faculdade de Direito da UniSantos, Renata Soares Bonavides.

Posocco alerta que o avanço da tecnologia não tira o protagonismo do advogado, apenas modifica a forma de atuar. “Em Portugal, processos de Direito de Família são resolvidos de maneira extrajudicial, com fiscalização do Ministério Público”.

NOVOS CAMINHOS

Estima-se que o mercado jurídico corporativo fature R$ 50 bilhões por ano. O surgimento de novas carreiras e variantes legais (como Direito Digital, Direito do Consumidor e Direito Internacional) elevam os desafios da carreira. “O estudante precisa ser instigado a estudar mais e realizar pesquisas, descobrindo a solução dos conflitos apresentados”, resume Renata.

Esta reportagem foi escrita por Eduardo Brandão para o jornal A Tribuna. Foto: iStock

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