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Que os grupos de WhatsApp vieram para ficar, todos já sabem. Na terça-feira (14 de agosto), entretanto, um homem de Curitiba (PR) foi condenado a pagar R$ 40 mil de indenização a colegas de trabalho por ter exposto publicamente uma conversa privada no aplicativo. Segundo Fabrício Possoco, advogado especialista em direito digital, esse não é o único tipo de caso que está sendo levado aos tribunais por conta de comportamentos nesse tipo de grupo.

“A gente tem observado muitos casos de injúria, calúnia e difamação nas redes. E não é só a pessoa que pratica esse ato que acaba respondendo pelo crime”, explica o advogado. Segundo ele, os administradores dos grupos também estão sendo levados à Justiça caso não coíbam esse tipo de atitude.

Para o também advogado especialista em direito digital Felipe Barreto Veiga, entretanto, o entendimento tem ressalvas. “Do meu ponto de vista, a partir do momento que a pessoa não é comunicado daquela responsabilidade, ou seja, não tenha sido avisado para retirar aquela pessoa, o administrador não pode ser responsabilizado.” Ele acredita que “cada grupo segue suas próprias linhas de moral e bons costumes, e que por isso cada caso deve ser avaliado de forma distinta”.

Jonathan Rocha e Daniel Pereira são administradores dos grupos Paulista FC e Airsoft Jundiaí, específicos sobre os temas no WhatsApp. Ambos afirmam que às vezes precisam controlar o que os integrantes publicam, mas até agora não tiveram questões tão sérias a resolver. O que acontece eventualmente é a publicação de mensagens políticas, correntes ou notícias falsas. “O que fazemos é conversar com a pessoa e, em alguns casos, tiramos ela do grupo por dois dias”, diz Jonathan.

Daniel também diz que se irrita com esse comportamento e conversa com os integrantes para que o assunto principal do grupo não seja perdido. “Alguns ficam bravos, jogam até indiretas, mas quando chamamos no particular pedem desculpas”, pondera.

Esta reportagem foi escrita por Gustavo Amorim para o Jornal de Jundiaí

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